CASA
Prepare a casa para as crianças
31/07 - 18:36hrs
Dicas ajudam você a tornar a sua casa mais segura para a chegada de crianças
Fernanda Del Vigna
Segurança em casa é coisa séria! Segundo dados da ONG Casa Segura, os acidentes com crianças de 0 a 14 anos resultam em cerca de 6 mil mortes e 140 mil internações em hospitais públicos do Brasil todos os anos.
O mais alarmante é que, pelo menos, 90% desses acidentes podem ser evitados com ações educativas, cumprimento da legislação específica e, principalmente, modificações no ambiente em que a criança convive.
Os números impressionam mas com medidas fáceis e quase sem custos eles podem diminuir, e muito. A coordenadora de projetos da ONG Casa Segura, Ingrid Stammer, ressalta que, de forma criativa, é possível adaptar a casa para a chegada dos pimpolhos.
Cozinha
O ambiente mais perigoso é a cozinha. Além de queimaduras e objetos pontiagudos, produtos de limpeza podem causar séria intoxicação. O ideal é manter os pequenos fora da cozinha! Os adultos acabam se ocupando com os afazeres e não prestam muito atenção nas ações da criança.
Caso a presença não possa ser evitada, travas nas gavetas e portas podem evitar muitos acidentes. Uma outra alternativa é passar barbante entre as maçanetas e fechar com um nó. Os cabos da panela devem sempre estar virados para dentro, as tomadas fechadas com protetor específico, fita isolante ou fita crepe.
Quarto
No quarto é preciso tomar cuidado com as janelas. Elas devem sempre estar protegidas com redes ou grade e livres de móveis. Os brinquedos também podem oferecer riscos! Certifique que eles tenham o selo do Inmetro. Ingrid aconselha também uma inspeção freqüente, pois, durante a brincadeira, a criança pode quebrar partes do brinquedo e colocá-las na boca, o que, dependendo do material e do tamanho, pode causar sufocamento e até bloqueio do intestino, como no caso de pedaços de imã.
Para os bebês, o berço tem que ser o mais limpo possível. Objetos macios e até mesmo o travesseiro e o cobertor oferecem perigo de sufocamento. Estudos mostram que os bebês não precisam de travesseiros, se estiver frio, ponha mais roupinha na criança e use apenas um cobertor, que deve estar na altura da axila e preso embaixo do colchão. Uma dica é colocar os de barriga pra cima, com os pezinhos encostados no pé do berço para evitar sufocamento.
Sala
Na sala é comum ter objetos pequenos e móveis com quinas. Os objetos devem estar fora do alcance da criança e as quinas cobertas com protetores. Outro vilão é o tapete, se não puder ser retirado, aplique antiderrapante emborrachado embaixo de todos.
É importante lembrar que as crianças têm um outro ângulo de visão. Pequenos objetos que nos passam desapercebidos podem oferecer riscos. Para evitar esse tipo de problema, Ingrid aconselha o uso do que ela chama de “testador universal”, o tubo plástico de filme fotográfico. Por ter o tamanho semelhante à garganta da criança de até 4 anos, tudo que cabe ali oferece riscos.
Banheiro
O que muitos pais não sabem é que uma pequena quantidade de água, 2,5 centímetros já oferece risco de afogamento, por isso a criança não pode nunca ficar sozinha no banheiro. É possível encontrar travas para o vaso sanitário e tapetes emborrachados que evitam quedas no boxe e na banheira. Mantenha no armário do banheiro apenas artigos como toalha e papel higiênico.
Área de serviço
Cuidado redobrado na área de serviço! Produtos com embalagens coloridas são um atrativo para crianças! Outro perigo são produtos de limpeza guardados em embalagens de refrigerante, pode confundir a criança e facilitar a intoxicação.
Quintal
No quintal, a piscina merece atenção redobrada! Cubra com uma rede, pois a lona pode formar poças de água, podendo causar afogamento. Para redobrar a segurança, já existe até uma bóia que fica na piscina e é programada para, de acordo com a ondulação da água, disparar um alarme.
Todas as medidas são muito eficazes, mas é imprescindível que elas venham acompanhadas de medidas educativas. Com o tempo a criança aprende a driblar as barreiras, e nem sempre ela vai estar em um ambiente totalmente seguro, então, é importante sempre explicar as medidas de segurança porque, até uma certa fase, os pequenos não reconhecem o perigo. As adaptações variam de casa para casa, de acordo com as necessidades de cada família. Então mãos a obra para manter seu pimpolho seguro!
Mais informações no site www.criançasegura.org.br.
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